Confederação dos Criadores de Guppy

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Fundada em 1997, a Confederação visava ampliar o interesse das pessoas para esse peixe magnífico, além de facilitar a troca de informações e de matrizes.

Em seu quarto ano de existência, a CCG já contava com vários membros e criadores pelo Brasil, que com o dia a dia se tornaram amigos e incentivadores do hobby. Em 1999 tivemos nosso primeiro show a nível mundial, melhorando nosso plantel, intercâmbio e conhecimento.

 

São diversas as vantagens deste núcleo:

  • Contato com os criadores mais experientes do Brasil;
  • Qualquer membro do CCG é, automaticamente, membro da IFGA e IKGH;
  • O Brasil entra no calendário anual de shows destas entidades, representando a organização nos nossos eventos;
  • Os membros da CCG poderão enviar seus peixes e concorrer nos torneios da IFGA e da IKGH;
  • Um maior intercâmbio de informações.

 

 

 

Presidente:

 

Comissão de Arbitragem

  • Alex Leite
  • Carlos Henrique
  • Charleston Chaves
  • Geraldo Fernandes
  • Gilmar Cortezão
  • Joabe Rodrigues
  • Leandro Araujo
  • Michel Bruno
  • Milton Miranda
  • Valdu Carvalho
  • Yuji Yamaguti

Juízes e Assistentes:

 

Diretoria Técnica

 

CCG/IFGA Delegate

 

O Guppy

Peixe tropical originário da América do Sul e Central. Foi descoberto pelo Europeu Wilhelm C.H. Peters em 1805 que deu nome científico de Poecilia reticulata. O nome Guppy vem do reverendo inglês Robert John Lechmere Guppy que enviou de uma ilha da América do sul uma amostra diferente deste peixe para o British Museun que deu nome a ele de Girardinus guppyi em homenagem ao reverendo. Hoje é comum se designar o nome destes peixinhos de guppy.

Curiosidade: No Brasil, assim como em outros lugares, foram importadas várias matrizes de guppy para o controle da larva de mosquito que originava a malária. Foi uma surpresa terem descoberto que ele era nativo daqui também sendo fartamente encontrado nos córregos e rios do país.

 

Dicas de Criação

As pessoas podem ter guppies com outros peixes, pois este é onívoro e pacífico com outras espécies de peixes. Porém deve-se ter um cuidado especial na escolha dos companheiros que irão habitar o mesmo tanque pois por ser um peixe colorido, de nadadeiras compridas em sua maioria é alvo fácil de outras espécies mais vorazes. É aconselhável tê-lo com outros Poecilíeos, tais como  Molinésia, Plati, Espada, alguns Anabantideos, como Tricogaster Leri, Colisa, Beijador, alguns Ciclídeos, como Ramirezi, Acará Disco, e até peixes “gato”, Limpa vidros e pequenos cascudos não esquecendo de obter espécies que tenham características semelhantes quanto ao pH e temperatura. Mesmo assim devemos sempre observar os hábitos de cada indivíduo no aquário pois pode ser que algum peixe “não se adapte bem com o outro” e neste caso a melhor opção e retirar o “problema” do aquário.

Linhagem – Quando dizemos que um guppy tem a “linhagem pura” é aquele peixe em que já foi feito um árduo trabalho de aprimoramento e desenvolvimento genético de algumas características importantes das quais serão descritas adiante como fatores de identificação do grau de pureza de determinado exemplar. Existem diversas linhagens puras de Guppies que recebem nomes diferentes de acordo com o lugar onde foi desenvolvida e cor da mesma etc. Por exemplo as linhagens cobras ou Snakeskin, Black, Dourado ou Red, Tuxedo, Verde, Roxo, Azul, Half Black.

Toda linhagem de guppy foi desenvolvida através de cruzamentos pré determinados derivados sempre em sua origem do espécime selvagem. Este possui características genéticas dominantes sobre todas as demais. A tendência de todo cruzamento mal executado é adquirirmos cada vez mais guppies selvagens por melhor que sejam as matrizes.

Uma diferença muito grande é irmos a uma loja de aquários, comprarmos guppies distintos e misturá-los sozinhos ou em aquários comunitários. Neste caso teremos crias que produzirão peixes mestiços de diferentes linhagens e qualidade cada vez mais se assemelhando ao Guppy nativo, ou seja, sem cores e pequeno. Outra é termos matrizes puras de linhagem e idade semelhantes, em tanque próprio sem outros peixes com pH e temperatura variando respectivamente de 7,0 a 7,2 e 25 a 28° C. Neste caso você esta tendo toda oportunidade de conseguir filhotes de qualidade.

A partir de agora daremos ênfase a esta criação específica que é a criação somente de guppies, procurando-se obter qualidade e aprimoramento. A genética nesta espécie e algo fantástico pois o Guppy tem a capacidade de mudar diversas características em uma mesma linhagem. Por isso o trabalho de aprimoramento genético e manutenção de uma linha pura de peixes através das gerações, com a mesma qualidade das matrizes iniciais é um desafio fascinante que requer trabalho, paciência, dedicação e espaço para tal.

O Guppy é um peixe muito fértil com uma vida sexual muito ativa em média a partir dos quatro meses de vida. Ele vive em média de um ano a um ano e meio e cada fêmea dá cria a cada 28 dias em média. O número de filhotes varia de 5 a 180 filhotes dependendo do tamanho da fêmea, linhagem, alimentação e qualidade da água do tanque. Minhas fêmeas com seis meses dão em média 50 filhotes por cria. Porém algumas fêmeas podem dar a luz com 3 meses fecundadas por machos de um mês e meio (peixes com crescimento e desenvolvimento sexual precoces).

O primeiro passo é a escolha das matrizes – Quando adquirimos um casal de guppies estamos adquirindo toda uma história genética que procuramos conhecer se sabemos a procedência da mesma. Caso você compre em uma loja você poderá estar adquirindo boas matrizes porém com características genéticas (que de agora em diante definiremos como CG) antagônicas. Você compra por exemplo um macho de Cobra dourado e uma fêmea de Cobra Dourado, porém com antecedentes distintos, ou seja, cruzando entre si não se obtém filhotes de qualidade. É fato comum. Caso você consiga obter um padrão de qualidade deste casal demoraria anos. O melhor e você comprar matrizes de criador cujas CG sejam de confiança, ou seja, você adquiri matrizes puras ganhando assim anos em seu trabalho genético.

Linha de Criação

Método Gráfico

É o planejamento de como serão os cruzamentos a partir de um casal ou duas fêmeas e um macho (trio) original. Muitos criadores o fazem como um roteiro para manter e aprimorar a espécie. Usa-se as formas de cruzamento citadas anteriormente. Pode-se fazer graficamente anotando-se sempre a nomenclatura para geração.

Ex:
#1 = primeira geração de filhos
#2 = segunda geração de filhos

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Esta forma é o cruzamento entre irmãos abreviada, porém não recomendada. Uma forma recomendada é o cruzamento entre primos e primas ou seja, dois aquários com dois casais de matrizes iniciais. Cruza-se ambos separa-se os filhotes e na próxima geração cruza-se o melhor filho do primeiro casal com a melhor filha do segundo casal e vice-versa. E repete-se este procedimento continuamente. Outro processo é ter quatro casais de matrizes provenientes de um casal original. Repete-se o procedimento anterior para as duas linhas separadamente e a cada 10 gerações faz-se uma troca entre elas macho da linha AB cruza com fêmea da linha CD e vice-versa começando-se assim todo ciclo novamente. É uma boa forma de se manter a linha perfeita por gerações porque a medida que se cruza irmão com irmã a tendência é uma diminuição do tamanho dos peixes de uma forma em geral. Pode-se cruzar filho com mãe e pai com filha também mas após 10 a 12 linhas de gerações é aconselhável haver a inserção de um peixe da mesma linhagem mas de outra fonte para adquirir “sangue novo” mantendo-se pura a linha.

Por isso é bom se ter vários tanques por exemplo em uma linha cruza-se pai com filha e em outra primos e a cada 10 gerações troca-se os pares entre as duas. Você pode ter vários aquários ou outra opção é fazer uma linha entre primos e um amigo entre pai e filhos e trocar os filhotes após 10 gerações. Ambos saem ganhando.

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Fêmeas Virgens

Sabe-se que o guppy por ser muito fértil com poucos meses pode haver uma troca de gens, ou seja, um cruzamento. Acontecendo isso a fêmea tem a capacidade de armazenar espermatozóides por 5 a 8 gerações de crias sem nenhum macho presente após esta insiminação. Se outro macho fecundá-la imediatamente após a cria,  o futuro pai da próxima prole será este último a fecunda-la  até 04 dias em média após o último parto. A fêmea quando pari, começa a liberar os ovos não fecundados após a cria, se preparando para próxima, desta forma os espermatozóides mais novos e ativos tem prefer6encia na fecundação. Se colocarmos um novo macho após o segundo dia do nascimento da cria alguns ovos já terão sido fecundados, assim ela terá uma cria em média com 75% do novo macho e 25% do macho antigo. Claro que estes números na prática podem variar mas são dados baseados na média. Se inserirmos este novo macho após o segundo dia da cria ter nascido, teremos 50% de filhotes na próxima cria do antigo macho e 50% do novo. Se o colocarmos 3 dias ou 72 horas após o parto teremos em média 75% de filhotes do antigo macho e 25% do novo. E  se o colocarmos 96 hrs após o parto teremos quase 100% de filhotes do antigo macho. Assim os espermatozóides mais novos e ativos, fecundarão a fêmea. da mesma forma que se vários machos cruzarem com a femea após o parto, ela poderá ter filhotes de mais de um macho na próxima cria. Desta forma podemos “limpar” uma femea ja fecundada por um macho desconhecido, basta deixa-lo com ela antes, durante e depois do parto assim sabemos que este será o pai da próxima prole. Devemos sempre ter machos excelentes no aquário de matrizes, que sigam os padrões da linhagem, pois caso contrário seria uma tragédia, pois um macho não muito bom pode inseminar uma excelente fêmea estragando assim todo um trabalho de seleção. Aconselhamos a separação dos filhotes machos e fêmeas com um mês da idade. Para isso devemos identificar os filhotes machos das fêmeas da seguinte forma:

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As fêmeas deverão ficar separadas de três a quatro meses de vida quando então deverão ser inseridas junto com os machos selecionados em um único tanque porém isoladas por uma caixa de tela. Deverão ficar no mesmo tanque sem contato com a mesma água por mais umas duas semanas. Isto porque haverá uma troca de hormônios dos machos para as fêmeas e vice-versa acelerando o desenvolvimento de ambos. Posteriormente deve-se soltar as fêmeas normalmente para procriação. Entretanto algumas linhagens iportadas devido a grande consanguinidade sào criados juntos machos e femeas. Assim as femeas são fertilizadas novas evitando-se problemas de infertilidade, pois caso a femea de uma linhagem não tão fértil seja fertilizada com 4 meses por exemplo pode ser tarde para que a mesma seja fertilizada tornando-se estéril . No meu caso separo algumas femeas para matrizes minhas e as demais deixo no aquário com machos bons, mais velhos se possível, sendo assim todas fertilizadas cedo.Isto não atrapalha o crescimento conforme alguns criadores dizem por aí.

 A foto abaixo ilustra o gonopódio masculino de um macho.

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Nascimento

O guppy é vivíparo de fecundação interna com relação placentária. A fêmea ovula a cada 3 dias e tem um ciclo de aproximadamente 28 dias até o nascimento das crias.Ela quando esta no seu momento ideal de fertilização, toma uma posição inclinada verticalmente em relação a  seu parceiro e neste momento se houver a fecundação terá melhores condições de ter mais filhotes.   Um dos problemas para os criadores é saber exatamente a hora em que a fêmea irá ter seus filhotes. Deste modo, ela deve ser separada dos demais, pois ela ou mesmo seus companheiros de tanque podem comer os filhotes. Para isso devemos saber que uma fêmea tem filhotes em média de 28 em 28 dias (em média com condições ideais de temp. PH, alimentação balanceada, luz etc). No meu caso eu separo a fêmea com 22 dias aproximadamente. Outro método é quando a barriga da fêmea está bem cheia, a noite, com iluminação adequada dá para se ver os filhotes dentro do ventre da mesma. Desta forma eu separo a fêmea na maternidade até o nascimento. Para isto a maternidade deve ter um espaço confortável para fêmea, temperatura e Ph de acordo.

nascimento

 

Tipos de Maternidade

Existem diversos tipos de maternidade encontradas no comércio, geralmente feitas de acrílico, de telas, etc. Na prática observei que as fêmeas confinadas em espaço curto, sem aeração se estressam facilmente podendo ter filhotes prematuros que morrem em sua maioria. Para resolver este problema existem outras formas de maternidade que quase não causam problemas para as mesmas. Uma delas, a que eu acho a melhor, é separar a fêmea em um aquário de 20 litros em média sendo que dentro deste colocamos obstáculos que impedem a fêmea de comer os filhos. Por exemplo eu coloco tela de plástico tipo mosquiteiro com malha que dê para o filhote passar no topo do aquário e enrolada tipo caracol dentro do mesmo. Assim a fêmea não come as crias e pode ficar indefinidamente neste espaço sem se estressar. Outra forma é uma caixa de tela que pode ser construída com vidro, silicone e a mesma tela descrita anteriormente. Esta deverá ficar presa no topo do aquário e com dimensão de 10 x 14 x 10 cm em média. A vantagem desta é a aeração permanente evitando o estresse. Para isso deve-se ter um aquário maternidade podendo ser fixadas mais de uma caixa em seu topo. Os filhotes ao nascerem caem para dentro do aquário passando no meio da tela e assim não são devorados.

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Outro processo é colocar em um aquário plantas do tipo “Rabo de Raposa”, “Cabomba”, com tela e vidro na vertical dividindo o mesmo.

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Áquario de Criação

Deve ser de mais ou menos de 50 litros e sem nenhum ornamento para facilitar a visualização dos peixes e evitar qualquer contaminação por intermédio de plantas ou pedras. Exemplos são de 60 x 30 x 30 cm para adultos e 25 x 30 x 40 cm para filhotes. O aquário de criação deve ser encarado como um laboratório de pesquisa.

Para um aquário destas dimensões um filtro interno é o suficiente, com lã e carvão ativado. Porém caso queira usar um filtro   de espuma ou similar é bom também .

A iluminação ideal é a natural. As algas verdes são benéficas aos peixes. Porém quando se tem aquário em ambiente fechado aconselhamos iluminação com lâmpada fluorescente roxa. Esta controla o crescimento das algas verdes que é alimento para os peixes. O ideal é no mínimo 8 horas de exposição por dia. As lâmpadas fluorescentes brancas ajudam o crescimento de algas marrons que não são boas para os peixes. A lâmpada comum incandescente ajuda no crescimento de algas verdes porém em um aquário com muita exposição estas crescem em demasia. Pode-se também mesclar lâmpadas incandescentes com lâmpadas fluorescentes roxas. A iluminação do aquário aumenta o metabolismo dos peixes fazendo com que se alimentem mais, se movimentem mais, cruzem mais e cresçam mais rápido porém todo excesso é prejudicial. Eu tenho timers elétricos em meus tanques que são iluminados de 8:20 às 12:20 hrs e de 17:00 as 21:20 hrs diariamente.

 

Qualidade da Água

Para saúde dos peixes é essencial que a água seja de boa qualidade e o aquário limpo. Para mim o pior inimigo dos peixes é a água contaminada. O excesso de cloro e substancias tóxicas podem levar a morte quase que instantânea toda a criação. Para isso devemos ter sempre água descansada (3 a 5 dias em repouso) em um recipiente para só então ser inserida no aquário, ou mesmo, adicionar anti-cloro a mesma. É essencial também o sinfonamento semanal de cerca de 20% da água dos aquários, limpando-se assim o fundo do mesmo das sujeiras e da matéria orgânica acumulada. As vezes tambem é necessária a troca da água da superfície do tanque pois pode  se sujar com óleo ou outros agentes químicos. Podemos fazer isto com a inserção de uma vasilha vazia e enche-la com água da tona do tanque, coletando-se assim a mesma. Por isso nunca devemos colocar as mãos sujas dentro do aquário pois elas podem trazer além de substâncias químicas, fungos e bactérias nocivos aos peixes. É sempre bom também a colocação de sal marinho na água pois ele combate determinados inimigos naturais dos peixes e na proporção de uma colher de sopa para 10 litros de água não faz mal a eles. Devemos nos preocupar também que ao se fazer a troca parcial da água , a nova água que deverá ser inserida deverá conter sal também na   mesma proporão da água existente do aquário , pois ao se retirar a água velha retira-se também o sal existente . A saúde dos peixes depende da qualidade de vida que proporcionamos a eles. O pH deve variar de 7.0 a 7.2, a temperatura ideal é de 25 a 28 ° C e água SEM CLORO E PRODUTOS QUÍMICOS , exceto no caso de doenças com diagnostico e uso correto de medicamentos já testados e aprovados pois os guppies são sensíveis a todos os químicos.

Alimentação

É o ítem mais importante da criação. Muitos criadores dizem que “o guppy é o espelho do que come“. Por ser onívoro o Lebiste come de tudo, ou seja, ração em pó, flocos, pastas, patê caseiro, artêmia, microvermes, dáfnias, tubifex, verme de sangue, fígado cozido, coração de boi cozido, tenébria, larva de mosquito etc. Quanto mais variada a alimentação melhor para os peixes. Eu alimento meus peixes de 4 a 6 vezes ao dia. Na parte da manhã por volta das 8:00 eu dou artémia viva (naupilius) ou congelada adulta, as 12:00 eu dou tenébria ou outro verme, 16:00 ração em flocos de excelente qualidade ou em pó, 18:00 patê de Gordon e finalmente 21:00 ração novamente. As doses devem ser o suficiente para os peixes se alimentarem, sem excessos para não deteriorar a água. Deve-se alimentar várias vezes com pouca comida, pois o excesso de comida em uma dose pode levar o peixe a morte pois o mesmo se alimenta em excesso, podendo ter problemas intestinais graves e mortais. Quanto mais varada a alimentação e rica em proteínas mais filhotes terão as fêmeas e melhores condições de aproveitamento do potencial genético dos peixes durante seu crescimento.

Os alevinos devem ser alimentados com náuplios de artémia vivos, microvermes e infusórios. Assim haverá poucas perdas até a fase adulta. A ração em pó deverá ser dada aos peixes com 3 semanas de idade (peixes de 8 mm de comprimento).

A temperatura e o nível de oxigênio influencia a quantidade de comida que o peixe consome. O peixe que é um animal de sangue frio é muito afetado pela temperatura. Quanto mais equilibrada a temperatura mais eles comem, respiram, digerem os alimentos, cruzam etc. É o metabolismo ou processo vital. Com temperatura baixa eles podem ficar até sem comer. O oxigênio na água afeta diretamente no processo vital, pois altera diretamente a digestão e o apetite dos peixes.

Algumas culturas mais comuns e receitas de patê:

1 – Ovos de artemia – Para alevinos é excelente alimento. Encontrados no mercado é de fácil manuseio pois basta colocar uma colher de sopa de sal marinho para 400 ml de água em um vidro (pode ser de plástico) com aerador ligado. Colocamos os ovos na quantidade desejada e esperamos em média 30 a 36 horas para eclosão dos mesmos. Após este período retiramos o aerador e esperamos decantar os naupilus (15 minutos em média). Os ovos ficam na sua maioria na superfície. Pegamos uma mangueira de plástico e aspiramos o fundo do recipiente retirando todas as artemias. Com rede bem fina (encontrada no mercado) ou pano com malha bem pequena peneiramos todo material aspirado. Finalmente enxaguamos a rede ou pano na torneira recolhendo todo material em um recipiente e com uma pipeta distribuímos as artemias nos tanques. Quanto mais ovos na superfície melhor esta o lote de ovos adquiridos pois os ovos que vão ao fundo normalmente. Encontramos também no mercado cistos de artemia desidratados e congelados.

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2 – Artémia Adulta – Excelente alimento para os   peixes adultos, rico em proteínas. Pode ser dada viva ou congelada, ambas facilmente encontradas no mercado.

3 – Microvermes – (Anguillula silusiae)   Pequenos organismos de 3mm de comprimento no máximo, brancos em forma cilíndrica.Criados em recipientes com carvão mineral, aveia e água sem cloro até 3mm acima da superfície da aveia. As matrizes podem ser adquiridas no mercado e inseridas no recipiente. A fêmea reproduz com a ausência do macho e em poucas semanas podemos ver os vermes subindo pelas paredes do recipiente. Este deve ter tampa com pequena entrada de ar, se possível com tela para se evitar a entrada de mosquitos que contaminam a cultura. Os vermes são coletados a medida que sobem pelas paredes com lamina bem fina (coleta-se somente os vermes sem a aveia). Quando percebe-se que a quantidade de vermes esta diminuindo acrescenta-se mais aveia. Esta deve ser acrescentada umas três vezes durante a criação. Após isto deve-se iniciar nova cultura pegando-se uma porção da antiga criação e inserindo na nova (este é o segredo). Culturas muito antigas tendem a não suprir as necessidades chegando até a morrer. Excelente alimento para filhotes e adultos.

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4 – Enquitréia – Pequenos organismos de 6mm de comprimento no máximo, bem similares aos microvermes, brancos em forma cilíndrica. Criados em recipientes com carvão vegetal embebido em água (o carvão dve ser deixado uma semana em tanque ou balde com água para absorve-la). Coloca-se aveia em pouca quantidade sobre o carvão em um pote de plástico seco. Humidifica-se a cultura com pouca água (somente para molhar o carvão e mantê-lo humido). As matrizes podem ser adquiridas no mercado e inseridas no recipiente. A fêmea reproduz com a ausência do macho e em poucas semanas podemos ver os vermes subindo pelas paredes do recipiente. Este deve ter tampa com pequena entrada de ar, se possível com tela para se evitar a entrada de mosquitos que contaminam a cultura. Os vermes são coletados a medida que sobem pelas paredes com lamina bem fina (coleta-se somente os vermes sem a aveia). Quando percebe-se que a quantidade de vermes esta diminuindo acrescenta-se mais aveia. Esta deve ser acrescentada umas três vezes durante a criação. Após isto deve-se iniciar nova cultura pegando-se uma porção da antiga criação e inserindo na nova. Culturas muito antigas tendem a não suprir as necessidades chegando até a morrer. Excelente alimento para filhotes e adultos.

5 – Larva de mosquito – Alimento natural dos guppies. Podem ser facilmente criadas em vasilhas com água  exposta ao ar livre. Coletadas com rede fina após uma a duas semanas. Normalmente são dadas vivas para os peixes mas podem ser congeladas também. Cuidado para não deixar as larvas tornarem-se   insetos adultos.

6 – Patê de Gordon –  Fácil de fazer com várias opções e além de tudo excelente para os peixes pois é completo em vitaminas e proteínas necessárias ao bom desenvolvimento dos guppies. Porém deve se ter um cuidado   com os excessos principalmente em aquários que tenha pedras no fundo. O ideal é para aquário sem pedra pois se houver excesso pode-se sinfonar o fundo mais facilmente, ficando o tanque sem restos do alimento. O  que não for comido pelos peixes pode ser em pouco tempo um foco de fungos e bactérias levando  a morte todos os habitantes do tanque. O ideal é colocar o patê em pequenos potes e congelado ou mesmo em forma de gelo. Toda dia retira-se um pote pequeno ou cubinho para alimentar os guppies. Pode ser congelado de 15 a 20 dias no máximo. É muito econômico  e fácil de preparar. Pode ser dado de uma a duas vezes ao dia sempre em pequenas quantidades.

7 – Tenébrea – Larva de um besouro preto muito conhecida dos criadores de pássaro. A cultura é bem simples basta adquirir a matriz e coloca-la em uma caixa de madeira de 15 x 15 x 15 cm por ex.,  com tampa móvel furada e tampada com tela mosquiteiro para não entrar outros insetos e estragar a cultura. No interior colocamos aveia seca, fubá, farinha de rosca, farinha de mandioca, pedaços de pão velho inteiro ou moído, rodelas finas de batata (dois ou tres destes já é o suficiente). Sobre estes alimentos colocamos estopa preenchendo assim todo interior da caixa. Colocamos as matrizes e aguardamos uns 40 dias. Para alimentarmos os guppies devemos pegar a larva, arrancar a cabeça e espreme-la. Os guppies adoram. Exige paciência mas os resultados valem a pena. Pode ser dada para jovens de 2 meses e adultos, uma vez ao dia pois é um alimento muito gorduroso. Deve se ter cuidado  com os excessos pois estragam facilmente a água.

8 – Tubifex – Excelente alimento para os peixes e gorduroso também. Deve ser dado em recipiente próprio com muito cuidado com os excessos pois estragam facilmente a água. Deve ser lavado e dado em pequenas porções. Caso a porção que foi adquirida seja grande demais, guardar o excesso em bacia ou recipiente plástico trocando a água diariamente e colocada em ambiente escuro.

9 – Dáfnias – Excelente alimento, podendo ser cultivada em casa. Existem várias espécies variando de tamanho com D.puylex, D.longispina, D.magna. As fêmeas carregam os ovos em um saco. Os ovos são pequenos pontos escuros, visíveis em um aquário com luz forte. As matrizes devem ser colocadas em um tanque de aproximadamente 60 litros no mínimo. A água deve ficar verde ou seja, exposta a muita luz. O aquário deve conter matéria orgânica tipo fezes de peixes, galinha ou pássaros (rica em matéria orgânica) pequenas porções de fermento, folha de   alface como alimento para a dáfnia e aerado   se possíve .

10 – Infusórios – Cultura muito fácil e bom alimento para os alevinos. Coloca-as em um vidro folhas de alface, couve ou espinafre com água velha  se possível verde. Aguarda-se alguns dias (mínimo 3) e organismos microscópicos se desenvolvem na água. Estes servem de alimento para os filhotes. Retira-se a água em porções e dá-se para os peixes.
Inconveniente – costuma turvar a água do aquário.

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Cultura de NPK (uma garrafa para cada dia da semana).Este assunto será abordado em breve.

11 – Drosófila ou larva do mosquito da banana –  Pode ser cultivado de diversas formas. Pega-se uma fruta (banana, goiaba) amassa e mistura em um recipiente de plástico aberto com aveia. Deixa-o próximo às bananas onde estão os mosquitos. Após uma semana aparecem as larvas brancas que podem ser dadas aos peixes. Esta cultura pode ser tampada com algumas frestas para os mosquitos poderem pousar e depositar seus ovos. Esta cultura pode ser trocada de tempos em tempos, ou seja, colocar mais aveia e frutas pois a decomposição do alimento é rápida e o mal cheiro grande se colocada dentro de casa.

12 – Ração de camarão seca – Receita passada de um amigo meu. Excelente pois pode ser guardada em potes por tempo indeterminado. adquire-se um quilo de camarão  de qualquer tamanho  com ou sem casca. Lave-os bem e espalhe-os em uma forma metálica em uma camada. Aí vem o pior, deixa-los secando ao sol por cinco dias até se tornarem totalmente secos. O mal cheiro e insuportável por isso aconselho deixa-los secando em um sítio, cobertura de prédio com muito cuidado com as chuvas. Mas se molhar não tem problema deixe-os secar assim mesmo. Só não deixe apodrecer muito com a água pois pode estragar a cultura. Após estarem bem secos coloque-os no liquidificador e triture-os muito. Retire e em uma peneira bem fina passe o pó separando o mais fino para os Guppies. Os grãos maiores deverão ser triturados novamente. A ração é um filé para os peixes sendo que um quilo rende em média 100 gramas de ração.

13 – Vermes de sangue ou Blood Worms – Encontrados no mercado normalmente congelados. Alimento rico em vitaminas e outros devem ser cortados para serem dados aos guppies.

via ccg.org.br

 

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